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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Resenha: Cilada, de Harlan Coben

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Livro: Cilada
Autor: Harlan Coben
Editora: Sextante
Ano: 2010
Páginas: 272
ISBN: 9788599296936
Sinopse: Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior. O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida. Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente. Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios. Harlan Coben mais uma vez deixa o leitor sem ar. Cilada fala de culpa, luto e perdão em uma trama repleta de reviravoltas surpreendentes. Nada é o que parece e tudo pode ser desfeito até a última página.

Essa resenha faz parte do Desafio 3 Meses 15 Livros


“A gente vem ao mundo e sai por aí, colidindo com os outros. E nessas colisões, às vezes alguém se machuca.”

Como venho comentando há alguns dias, tanto aqui no blog, quanto nas redes sociais, tenho me aprofundado e me apaixonado pelos romances policiais e suspenses. E era de se esperar que mais dia, menos dia um nome em especial entraria para essa lista.Há muito tempo, muito antes de entender de fato quem era Harlan Coben, eu conheci Cilada em um grupo no Facebook, e já ficara interessada pela sinopse de imediato. Nos últimos dias, alguns amigos vinham me indicando Coben cada vez mais, então resolvi unir a vontade antiga à essa indicação e desvendar os mistérios de seus livros, neste caso optei por Cilada. E foi uma experiência maravilhosa.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Resenha: Querido e Devotado Dexter, de Jeff Lindsay

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Autor: Jeff Lindsay
Serie: Dexter
Editora: Planeta do Brasil
Ano: 2009
Páginas: 256
ISBN: 9788576654704
Sinopse: O serial killer mais adorado do país está de volta. Em Querido e devotado Dexter, um novo assassino em série assusta as ruas de Miami tanto pela técnica quanto por sua ousadia. Perturbado, Dexter se vê obrigado a deixar o disfarce de bom moço de lado para percorrer um caminho instigante, no qual por vezes se confundem caça e caçador.
Esse é o segundo livro de Dexter, que inspirou a série de televisão homônima. O famoso protagonista trabalha na polícia, mas desde cedo seu real ofício é liquidar os serial killers, sempre camuflado e sem levantar suspeitas.

Essa resenha faz parte do desafio 3 Meses 15 Livros #Livro 2
  

“Dentro de duas noites eu, finalmente, libertaria o Passageiro, assumiria meu verdadeiro eu e jogaria o figurino manchado de suor do Querido e Devotado Dexter na caixa de roupa suja.”

domingo, 11 de janeiro de 2015

Resenha: Partials, de Dan Wells

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Livro: Partials
Serie: Partials
Autor: Dan Wells
Editora: ID
Páginas: 440
Ano: 2012
ISBN: 9788516083250
Sinopse: A raça humana está quase extinta após a guerra com os Partials – seres criados em laboratório, idênticos aos humanos. Eles liberaram o vírus RM, ao qual apenas uma pequena parte da população é imune. Os sobreviventes da América do Norte se reuniram em Long Island ao mesmo tempo que os Partials se retiraram da guerra misteriosamente.
Kira é uma médica em treinamento que vê, dia após dia, todos os bebês morrerem, pouco tempo após o nascimento. Há mais de uma década nenhum nasce imune ao RM. O tempo está se esgotando e, com ele, a esperança.
Decidida a encontrar a cura, Kira descobrirá que a sobrevivência dos humanos tem muito mais a ver com as ligações entre eles e os Partials do que se imagina. Ligações das quais a humanidade se esqueceu, ou simplesmente não sabia que existiam...

Olá meus queridos! O livro que vou resenhar hoje foi uma grata surpresa nesse final de ano, tanto que o colocaria no meu Top 5 de 2014. Partials é o primeiro volume da trilogia homônima de Dan Wells e leva o leitor a conhecer um mundo futurístico e distópico, onde a população está à beira da extinção. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Resenha: Círculo - Trilogia Engelsfors, de Mats Strandberg e Sara B. Elfgren

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Livro: Círculo
Série: Engelsfors
Autores: Mats Strandberg e Sara B. Elfgren
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
Ano: 2013
ISBN: 9788580574296
Sinopse: Minoo sempre foi a melhor da turma, mas não consegue fazer amigos. Vanessa é a garota mais sexy do colégio e namora um cara bem mais velho. Linnéa tem pai alcoólatra e é malfalada na escola. Rebecka parece ter uma vida de contos de fadas, mas esconde de todos que tem um distúrbio alimentar. Anna-Karin sofre bullying e deseja ser invisível. Ida, apesar de popular, é detestada tanto pelos professores quanto pelos alunos.
Elas não são amigas nem têm quase nada em comum, exceto o fato de frequentarem o mesmo colégio na cidadezinha sueca de Engelsfors. Quando uma lua vermelho-sangue surge no céu, as seis são atraídas por uma força misteriosa até um parque de diversões abandonado, onde descobrem que são as Escolhidas, um grupo de bruxas ligadas por uma antiga profecia, e que uma força terrível foi libertada. Diante de uma série de suicídios suspeitos, elas precisam se unir e aprender a usar suas habilidades mágicas recém-adquiridas se quiserem sobreviver. Juntas, formam um círculo poderoso, capaz de impedir uma profecia que anuncia o fim do mundo. Separadas, são caçadas por um inimigo misterioso que as persegue dentro e fora da escola.


Essa resenha faz parte do Desafio 3 meses 15 livros. #Livro 1


Comecei o ano com o pé direito no que diz respeito à leituras. E hoje estou trazendo para vocês a resenha do primeiro livro que li em 2015. Círculo é o primeiro livro da trilogia Engelsfors, dos suecos Mats Strandberg e Sara B. Elfgren.

"Eu sou vocês. Vocês são eu. Somos uma. O Círculo é a resposta."

sábado, 20 de dezembro de 2014

Resenha: Maze Runner – Correr ou Morrer, de James Dashner

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Livro: Maze Runner: Correr ou Morrer
Serie: Maze Runner
Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
Ano: 2010
Páginas: 428
ISBN: 9788576832478
Sinopse: Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.
Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo.
Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito.

Já faz alguns meses desde que li esse livro, mais precisamente antes do filme ser lançado, mas o tempo não me tinha dado trégua para escrever a resenha, por isso só estou fazendo isso hoje.

Correr ou Morrer, é o primeiro livro da quadrilogia Maze Runner, escrita pelo autor James Dashner. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Resenha: O Chamado do Cuco, de Robert Galbraith

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Livro: O Chamado do Cuco
Autora: Robert Galbraith (Pseudônimo de J. K. Rowling)
Editora: Rocco
Páginas: 448
Ano: 2013
ISBN: 9788532528735
SinopseQuando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega. Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P.D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.

A resenha de hoje traz todo o clima de suspense, de um livro que recebeu muitas críticas positivas ao redor do mundo e foi escrito por ninguém menos do que Robert Galbraith, que você deve conhecer por J. K. Rowling: O Chamado do Cuco. Um romance investigativo de tirar o fôlego, ambientado nas ruas de Londres e no mundo glamoroso e instável de supermodelos e celebridades. 

O livro conta a primeira grande investigação de Cormoron Strike, um ex-soldado do exército britânico que foi afastado de sua missão no Afeganistão, após perder metade de sua perna e que agora tenta reconstruir a vida como detetive particular. Depois de um ano em Londres, atolado em dívidas, com os negócios mal das pernas, o fim de seu noivado e a consequente falta de um lugar para morar, Strike se vê obrigado a morar no próprio escritório. Se ainda não fosse suficiente viver em condições precárias, uma nova secretária, Robin, é enviada por uma empresa de empregos temporários, com a qual Strike possui um contrato, para testemunhar sua derrocada. 

No mesmo dia em que sua vida parece estar numa viagem só de ida para o fundo do poço, ele recebe a visita de John Bristow, um rico advogado que deseja contrata-lo para investigar a morte da irmã. Lula Landry era uma modelo muito famosa, que morrera três meses antes ao cair da janela de seu apartamento. Na época, cogitou-se homicídio, mas todos os indícios somados a personalidade instável que a jovem transmitia diante das câmeras, fez com que o caso fosse encerrado como suicídio. John defendia a teoria de homicídio alegando ter indícios que haviam sido ignorados pela polícia. E embora Strike também acreditasse que nada daquilo indicava um assassinato, acabou aceitando o caso, graças a uma proposta irrecusável que poderia ajuda-lo com as dívidas. Com a ajuda de Robin, que começa se mostrar uma assistente eficaz, o detetive passa a investigar o passado de Lula e todos aqueles que estavam a sua volta naquele fatídico dia. E aos poucos ele descobre muito indícios que foram deixados para trás, uma série de fatos negligenciados e uma longa lista de  pessoas capazes de matar a jovem modelo que tinha problemas para se encaixar no mundo. 

Eu ainda não havia me empolgado em procurar ler O Chamado do Cuco, mas não sei exatamente por quê. Acontece que ultimamente eu tenho me envolvido mais com romances policiais, de suspense e investigação. E um amigo acabou me dando um empurrãozinho ao emprestar esse livro. E o fato é, depois de lê-lo o meu único arrependimento é de não ter lido antes. Quem gosta do gênero, provavelmente dirá o mesmo.

Inicialmente, a leitura pode parecer um pouco cansativa por causa da descrição ambiental bem detalhada atrelada o pouco aprofundamento dos personagens se apresentam no começo. Mas a medida que você se acostuma com a escrita mais densa da autora e o personagem e a história vão se revelando ao leitor, a trama fica cada vez mais atrativa. Quando a investigação e os detalhes que moldam as circunstâncias da morte de Luna começam a se desenrolar, você se vê envolvido e tirando as próprias conclusões. A autora soube desenvolver a narrativa de forma a estreitar essa relação entre leitor e história. Além de deixar todas as pistas ali pra quem quisesse ver, sem entregar a verdade sobre o assassino. 

Outra coisa que me chamou a atenção foi a forma como a autora desenvolveu os personagens. Cormoron não é um protagonista do tipo galã. Ele é um homem acabado fisicamente e emocionalmente, de 35 anos. Um soldado que se vê obrigado a voltar para a vida de civil depois de ser ferido na perna. E ainda com um passado, uma família problemática, uma ex-noiva que mais parece uma força da natureza e um pai famoso que nunca lhe deu a mínima. Tudo isso trouxe muitas marcas ao psicológico de Strike, tornando-o um homem independente e complexo. Ele não é um herói perfeito, mas sim um homem real, e nem por isso menos interessante. 

Lula foi a típica celebridade que vemos todos os dias nos tabloides de fofoca: descoberta muito cedi; admirada pelo seu talento único, mas que se destaca mesmo pelas polêmicas nas quais se envolve; diagnosticada com bipolaridade, envolvida com drogas desde cedo; com um namorado tão problemático quanto ela; cercada de pessoas que a invejavam; e dona de uma personalidade instável. Achou isso familiar? Além de tudo isso, ela era negra criada por uma família branca. A autora soube trabalhar essa personagem tão bem, que mesmo ela estando morta, ela se mostra presente em cada capítulo, fazendo o leitor querer descobrir cada vez mais sobre ela. 

Uma personagem que foi crucial em alguns momentos, mas que poderia ter sido melhor explorada foi a Robin, uma mulher jovem, a procura de um emprego que lhe pague bem o bastante para poder casar com o noivo com quem já mora junto, e que sempre teve o sonho secreto de ser detetive. Quando ela apareceu no começo, e deduzi que a sua atuação seria mais ativa na investigação, mas ela acabou ficando muito em segundo plano. Tomara que isso mude nos próximos livros. 

Com todas essas observações, eu terminei a leitura muito satisfeita. O Chamado do Cuco tem uma trama incrível e envolvente, com personagens complexos e bem construídos, e um desfecho surpreendente. Então se você ainda não leu, não perca tempo, pois garanto que não vai se arrepender.

domingo, 7 de dezembro de 2014

[RESENHA] Convergente - Trilogia Divergente, de Veronica Roth

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Título: Convergente
Autor: Veronica Roth
Série: Trilogia Divergente
Volume: 3
Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano: 2014
Páginas: 526
ISBN: 9788579801860

Sinopse: Uma escolha irá te definir. E se todo o seu mundo fosse uma mentira? E se uma única revelação - assim como uma única escolha - mudasse tudo? E se o amor e a lealdade fizessem você fazer coisas que jamais esperaria? A conclusão explosiva para a trilogia Divergente, bestseller mais vendidos do New York Times, revela os segredos de um mundo distópico que cativou milhões de leitores em "Divergente" e "Insurgente"!


Faz muito tempo que escrevi essa resenha, mas só estou postando agora.

A trilogia Divergente é uma das minhas serie de livros preferidas, senão a preferida. Vocês já devem ter notado isso em algum momento. E como amante desses livros, quando comecei a leitura, senti aquele friozinho na barriga que um leitor só sente quando está chegando o fim de uma história que significou muito para si. Que mescla o receio, a nostalgia antecipada, o desejo de que aquilo nunca acabe. Tanto que leitura demorou mais do que a média de dois dias dos livros antecessores. Eu simplesmente não queria que acabasse. Mas acabou. E agora eu trago para o blog essa resenha com a minha visão sobre Convergente, que está bem dividida entre os pontos positivos e os negativos.

Depois do final surpreendente de Insurgente, que deixou o leitor ansioso por respostas, Convergente vem trazer o desfecho impactante da trilogia distópica que conquistou inúmeros fãs ao redor do mundo. E a desconstrução de todas as crenças dos moradores da Chicago futurística, criada por Veronica Roth. De fato, foi impactante, só não como eu esperava.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

[RESENHA] Dexter: A Mão Esquerda de Deus, de Jeff Lindsay

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Título: Dexter: A Mão Esquerda de Deus
Autor: Jeff Lindsay
Série: Dexter
Volume: 1
Editora: Planeta
Ano: 2008
Páginas: 272
ISBN:  9788576653455
Sinopse: Dexter Morgan é um educado lobo vestido em pele de ovelha. Ele é atraente e charmoso, mas algo em seu passado fez com que se transformasse numa pessoa diferente. Dexter é um serial killer. Na verdade, é um assassino incomum que extermina apenas aqueles que merecem. Ao mesmo tempo, trabalha como perito da polícia de Miami... Em Dexter, a Mão Esquerda de Deus, o livro que deu origem à aclamada série de TV, o adorável matador depara-se com um concorrente de estilo semelhante ao seu, encanta-se e incomoda-se com ele, prevê seus passos... A escrita requintada de Jeff Lindsay nos faz mergulhar na mente de um dos personagens mais ambíguos da história da literatura de suspense. Nunca o macabro foi tratado com tanto refinamento e leveza. Dexter Morgan é uma obra-prima.

A resenha de hoje fala sobre um livro que eu vinha desejando ler há muito tempo, mas que não tinha tido a oportunidade de fazê-lo. Dexter: A Mão Esquerda de Deus, o primeiro da série de livros sobre o psicopata Dexter, de Jeff Lindsay. Obviamente, antes de saber da existência dos livros, eu já conhecia a série, e até tinha assistido a alguns (bem poucos) episódios quando ela fio exibida na Rede TV, mas eu nunca conseguira acompanha-la de fato. Mas agora que estou de férias e aproveitando essa minha fase policial, eu me rendi a esse antigo desejo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A casa de Isabel, de Clara Mello [Resenha]

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Sinopse: Uma notícia inesperada faz com que Isabel e Teo, amigos de infância, passem o Carnaval na casa onde cresceram, revisitando cômodos, lembranças e sentimentos.
“(…) Entende que esta casa é mágica? Aqui podemos ter a idade, a lembrança, o dia que quisermos. Está tudo aqui. Nossa vida, Teo! Protegida nesta casa.”


Quando recebi o livro para resenha, não imaginava que encontraria um livro tão profundo e poético. A casa de Isabel é encantador desde a primeira linha. A Clara tem uma prosa doce, prazerosa e reflexiva, que dificilmente encontramos em leitores mais novos. Além de tratar um assunto tão profundo com leveza e poesia.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Anna Dressed In Blood, de Kendare Blake [RESENHA]

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A resenha que eu trago hoje para vocês é de uma leitura peculiar para mim, porque foi a minha primeira leitura em outro idioma. Vou explicar. Há mais ou menos um ano, eu tive o meu primeiro contato com Anna Dressed in Blood através de uma vídeo resenha e foi paixão a primeira vista.Tanto pela capa, quanto pela sinopse. Mas havia um problema, não tinha tradução para o português. Desde então eu venho procurando e esperando alguma tradução não oficial, ou a manifestação de alguma editora, mas nada. Então percebi que eu não tinha outra opção senão fazer um esforço e tentar ler em inglês. O que não funcionou muito bem porque meu inglês não é nada bom (por enquanto, já estou resolvendo esse probleminha). Então eu achei um PDF em espanhol e encarei a leitura com mais facilidade. O resultado está aqui. Nesta resenha que também é um pouco peculiar.

Vamos lá!

Anna Dessed in Blood é um YA sobrenatural e sombrio, que conta a história do caçador de fantasmas Theseus Cassius Lowood, ou simplesmente Cas. Desde a morte do seu pai, que também caçava os mortos, Cas resolveu assumir a missão do pai com um único proposito, vingar a sua morte, que aconteceu durante uma caçada em situação suspeita. Junto com sua mãe e o gato da família, que tem a sensibilidade de ver fantasmas, e munido com o misterioso athame seu pai, ele viaja pelo mundo matando os mortos que causam problemas matando outras pessoas. Quando é levado por uma pista sobre um fantasma que reside em uma pequena cidade do Canadá, Cas se vê imediatamente atraído por essa missão. Afinal, uma garota que morreu há cinquenta anos, em uma situação misteriosa, trajando um vestido de baile coberto de sangue e que mata toda e qualquer pessoa que entra em sua antiga casa, é algo muito interessante. Mesmo com essa empolgação, Cas acredita que será tudo como tem sido nos outros casos: rastrear, caçar e matar. Mas depois de se ver numa situação precipitada, ele é forçado a encarar o fantasma de Anna antecipadamente. Mas por algum motivo, a mortífera Anna polpa a sua vida, despertando ainda mais a curiosidade do caçador, que logo percebe que algo a tornou muito poderosa. A partir daí, Cas se vê numa situação totalmente nova. E com a ajuda de dois novos amigos(e primeiros em toda a sua vida), ele precisa descobrir o que aconteceu àquela jovem, para despacha-la para onde quer que os mortos vão depois que morrem novamente.

Quando eu li a sinopse pela primeira vez, logo deduzi não se tratava apenas de uma relação de “caçador e caça”. E sinceramente, eu não vi nenhum problema no romance que surgiu entre eles. Foi até fofo, e nenhum um pouco meloso. Cas se sentiu atraído pela história de Anna, antes mesmo de conhecê-la, e quando a viu poderosa e mortal, como se fosse uma deusa da morte, esse fascínio por ela só aumentou. Porém, o interessante é que ele não percebeu de imediato o que estava sentindo por ela. E a Anna, embora tenha sido um tanto hostil no começo e afável depois, trazendo aquele clichê bem YA, não deixou o romance forçado e centralizado. Pelo menos não pra mim. Já que vira e mexe aconteciam coisas misteriosas, mortes bem cruas, e acontecimentos sombrios.

O livro tem algumas cenas que atingem um clímax envolvente. Isso aconteceu, principalmente pela descrição presente no livro. A aparição da Anna, a narração da sua morte, e a luta que acontece no final foram muito bem escritas e empolgantes. O que ao sobressai muito, comparado ao mistério.

O grande pecado da Kendare no livro foi a falta de desenvolvimento do suspense (categoria na qual o livro é classificado). Primeiro, o livro é dividido em dois momentos que se caracterizam em dois mistérios: a morte de Anna e a verdade sobre o fantasma que matou o pai de Cas. Quanto a isso, tudo bem. Mas acontece que ela não conseguia manter a verdade nas entrelinhas. Ou o suspense por muito tempo. As histórias vinham à tona muito rapidamente. Você não tinha tempo nem pistas para cogitar nada sozinho.

Uma coisa que eu vi na maioria das resenhas brasileiras sobre o livro foi que pouca gente gostou dos personagens secundários. Alguns nem gostaram dos protagonistas. Porém eu vou sair em defesa deles. O livro é narrado por Cas, então tudo que a gente tem acesso é pela visão dele. E ele é fascinado pela Anna, que num momento é uma deusa da morte, e no outro é uma adolescente perdida (e morta). Então ela ganha todo o destaque da história e você acaba se influenciando por toda essa admiração que ele tem. Eu, particularmente, amei ela nas duas faces que ela mostrava. A personagem é poderosa, ao mesmo tempo em que é frágil, e eu gosto desse tipo de contraste. O Cas também me agradou bastante. Ele é um garoto que conviveu a vida inteira cercado de coisas sobrenaturais (mãe bruxa e pai caçador), mudando de um lugar para o outro, sem criar laço com ninguém. Isso o tornou solitário e prático. A morte do pai lhe deu um propósito e o isolou ainda mais. Mas repente ele se vê criando laços de amizade com uma garota civil eum garoto esquisito e telepata e se sentindo apaixonado por uma garota morta. Carmel é a rainha do colégio, filha de pessoas importantes na cidade e com o mundo aos seus pés, mas ao mesmo tempo é esperta, amiga e forte. Sinceramente, eu adorei ela. Thomas é órfão, mora com o avô bruxo, tem um dom telepático, veste roupas estranhas e é considerado esquisito. Ah, tem uma quedinha por Carmel. Ele é muito fofo. Não tenho do que reclamar deles dois. O resto dos personagens acaba ficando um pouco esquecido em alguns momentos, e talvez isso seja um pouco ruim, mas não desvaloriza a história.

Acho que já deu pra perceber que eu adorei esse livro. Eu terminei livro querendo muito ler Girl of Nightmares, continuação da série que eu ainda não sei ao certo se é uma duologia ou trilogia. E para quem não sabe, a Kendare vendeu os direitos dos livros para a adaptação para o cinema, e o filme será produzido por Stephanie Meyer. Sei que algumas pessoas não vão gostar dessa ultima informação, mas não se deixem influenciar. Ela só vai produzir. Por fim, eu recomendo a litura de Anna Dresed in Blood, que não é muito difícil.

APELO!
Não sei se isso vai servir para alguma coisa, eu vou falar mesmo assim. Provavelmente poucos de vocês já devem ter se deparado com alguma resenha desse livro na nossa blogosfera, e as opiniões são bem divergentes. Uma boa parte adorou, outra boa parte detestou. Mas a verdade é: tem muita gente comentando e querendo ler esse livro. O que me faz perguntar por que ainda não publicaram isso no Brasil? Então que tal dar uma forcinha pra que isso aconteça. Se você se interessou e acha que vale a pena, pode ajudar mandando um email pra alguma editora mostrando resenhas, noticias e informações sobre Anna Dressed In Blood. Compartilhe com amigos nas redes sociais. Façam o burburinho, que já é consideravelmente alto, ficar mais alto ainda. Quem sabe não conseguimos trazer esse livro pra quem não consegue ler em outro idioma.Vale a pena o esforço. E que não quiser esperar, e tiver o interesse em ler o livro em inglês ou espanhol, deixo aqui os links para que vocês possam baixar os arquivos em PDF, ou se quiserem podem entrar em contato pelo Facebook ou email que eu envio. Boa leitura.
PDFs para download: Espanhol e Inglês

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Resenha - Cidade do Fogo Celestial, de Cassandra Clare

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Ano: 2014
Autora: Cassandra Clare
Série: Os Intrumentos Mortais
Editora: Galera Record
Gênero: Ficção estrangeira
Páginas: 532
ISBN: 9788501092731
Sinopse: ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.


Depois de um bom tempo de espera, no mês passado chegou ao Brasil a conclusão de uma das sagas mais queridas pelo público. Cidade do Fogo Celestial encerra o ciclo de Instrumentos Mortais com muita tensão, emoção e sacrifícios. Um final de tirar o fôlego que só reafirma todo o talento de Cassandra Clare e a sua capacidade de não decepcionar seus leitores.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Bruxos e Bruxas - Série Bruxos e Bruxas, de James Patterson [RESENHA]

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Autor: James Patterson e Gabrielle Charbonnet
Série: Bruxos e Bruxas
Volume: 1
Editora: Novo Conceito
Sinopse: É como entrar em um pesadelo. Do nada, você é retirado de sua casa, preso, e acusado de bruxaria. Parece século 17, mas é o governo da Nova Ordem, e está acontecendo agora! Sob a ideologia da Nova Ordem, O Único Que É O Único mantém seu poder à força, sem música, nem internet, nem livros, arte ou beleza. E ter menos de 18 anos já é motivo suficiente para que você seja suspeito de conspiração.
Os irmãos Allgood estão encarcerados nesse pesadelo e, para escapar desse mundo de opressão e medo, terão que contar um com o outro e aprender a usar a magia.
Do autor best-seller James Patterson, Bruxos e Bruxas é uma saga para se ler... antes que seja tarde.


Depois de algum tempo sem postar resenhas, eu estou de volta para falar sobre um livro que estava na minha estante há um tempinho, mas que eu ainda não tinha tido oportunidade de ler: Bruxos e Bruxas, infanto-juvenil do escritor best-seller James Patterson.

O livro conta a história dos irmãos Wisty e Whit  Allgood, que no meio de uma madrugada que deveria ser comum são tirados de casa e jogados numa penitenciaria para jovens menores de dezoito anos, onde todos são acusados de bruxaria. Mesmo quando Wisty entra em chamas durante a prisão deles, os irmãos custam a acreditar que aquelas acusações podem ser reais. A única coisa que eles sabem é que o mundo parece ter virado de cabeça para baixo sob um novo sistema de governo, conhecido como Nova Ordem. A NO é formada pelos Únicos, autoridades  cruéis que se responsabilizam por  cada função do governo, e um líder conhecido como O Único Que É O Único. Depois de serem julgados e condenados a morte, os irmãos precisam entenderem o que está acontecendo com o mundo que conheciam e, principalmente, consigo mesmos. Só assim eles poderão fugir e encontrar seus pais. O que os Allgoods não sabem é que a batalha está apenas começando, e que eles estão ligados a uma profecia muito importante.

Tenho que admitir que eu comecei a ler Bruxos & Bruxas com muitas expectativas, mas acabei me  decepcionando drasticamente.  A história pode até ser boa, mas eu tive dois empecilhos que me incomodaram profundamente durante a leitura, ambos relacionados a escrita. O primeiro foi o tamanho dos parágrafos, que eram muito curtos e rápidos. Sempre acontecia uma quebra repentina na narração de acontecimento que poderia ter sido narrado num capítulo único.  Parecia que o capítulo era pra ser apenas uma página, não uma sequência completa e com sentido. O segundo ponto era a escrita do texto, que parecia muito superficial. Faltou uma descrição mais detalhada tanto dos personagens – emocional e fisicamente – quanto dos lugares. Isso deixava a narrativa muito rápida e atropelada. Eu sei que falando assim eu pareço chata, mas uma coisa que eu detesto é narrativa rápida e sem profundidade. Não precisa ser profundo como o oceano, mas também não seja raso como uma poça d’agua.

Os personagens são bons, fortes e engraçados. O Whit está prestes a fazer dezoito anos e mesmo sendo aquele de jogador de futebol-americano que todas as meninas babam, ele é inteligente, romântico e corajoso. A Wisty é a rebelde da família, vive se metendo em encrenca, gosta de matar aula, é toda esquentadinha e não leva desaforo para casa. Mas por causa dos problemas que falei anteriormente, eu também senti dificuldade em imagina-los na minha mente. E isso foi mais difícil ainda nos personagens secundários.

Como eu já disse, o enredo da história era bom e tinha tudo pra ser fantástico, pois envolvia elementos distópicos e de fantasia numa trama atraente. O problema foi só a escrita. A todo momento na leitura eu me perguntava se aquilo estava acontecendo porque era dois autores diferentes ou se era uma marca do Patterson, mas eu não consegui chegar a uma conclusão, e como eu ainda não havia lido nada dele, fiquei totalmente desmotivada a ler mais coisas dele.


Para terminar essa resenha, eu só posso dizer que se você gosta de uma história rápida, fácil,  engraçada e que não exija muitos esforços, Bruxos e Bruxas é uma boa escolha, principalmente para o público mais novo. Agora se você quer uma leitura mais envolvente e profunda, acho melhor pensar bem antes e deixar para um outro momento.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Métrica - Slammed, de Coleen Hoover [RESENHA]

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A resenha de hoje vai falar sobre um livro que eu vinha querendo ler a um tempinho, mas que só semana passada pude fazer: Métrica, de Colleen Hoover.

O livro conta a história de Layken e Will, ela com 18 anos, ele 21. Ambos já passaram por perdas dolorosas e compartilham responsabilidades semelhantes por consequências delas. Ele cuida do irmão mais novo, desde que seus pais morreram num acidente de carro, e encontra vida na poesia. Layken perdeu o pai para um infarto e teve que se mudar com a mãe e o irmão mais novo para uma nova cidade contra sua vontade. Logo que chega a nova casa, conhece  seu vizinho Will, por quem ela se sente imediatamente atraída. Ele parece correspondê-la do mesmo jeito e no mesmo final de semana eles saem para um encontro, onde ele a leva a uma competição de slam – um tipo de poesia que transmite  os sentimentos e emoções do autor através das palavras e da expressão performática ao recitá-lo – e ao se despedirem no fim, eles  se beijam. Lake sente um sopro de vida depois de meses mergulhada na tristeza do luto e começa a ver que não foi tão ruim a mudança, mas essa alegria dura pouco, pois no seu primeiro dia de aula ela descobre algo que Will esqueceu de comentar com ela, e que acaba pondo um ponto final num relacionamento que nem teve tempo de começar. Além de ter que lutar contra o sentimento crescente em seu coração pelo jovem poeta, Lake descobre que a mãe está lhe escondendo algo. Mal sabia ela que a vida nunca deixa de pregar peças, e que a tragédia insiste em acompanhar a ela e a sua família.

"Porque tudo isso, toda ínfima parte, tudo é passageiro. Nada é permanente. A única coisa que todos temos em comum é o inevitável: todos morreremos um dia."

Confesso que tive uma relação tumultuada com esse livro e com os personagens. Como era de se esperar, não era um relacionamento fácil e havia um pequeno impedimento que ganha uma maior proporção por se tratar de uma ficção. Quando eu queria eles juntos, eles se afastavam, quando eu achava que era melhor se afastarem, eles se aproximavam. Estávamos sempre na corrente inversa. Mas isso é algo bem pessoal.

O livro é narrado pela personagem de Layken, mas não deixa de dar um bom panorama do que está acontecendo com os outros personagens. A gente vê tudo pela perspectiva dela, mas isso não faz que a leitura foque apenas nos seus sentimentos e pensamentos, isso não ofusca os outros personagens. Não é uma leitura cansativa, porque a personagem, mesmo sendo clichê em alguns momentos, não deixa de ser simpática e até engraçada. Não tem como não rir no momento em que ela recita seu primeiro slam, como uma mensagem velada para Will, depois que eles têm um “desentendimento”. Pelo menos eu amei essa parte. Falando em slam, eu esperava uma narrativa mais poética, principalmente por causa do título e da sinopse, mas, mesmos com versos espalhados pelo decorrer do livro e os trechos de músicas presentes no começo de cada capítulo, achei a narrativa bem comum. Boa, mas comum.

"De acordo com o dicionário... 
e de acordo comigo... 
existem mais de trinta significados diferentes e de sinônimos para a palavra 
malvado. 
Mau, idiota, cruel, imbecil, indelicado, grosso, perverso, detestável, odioso, desalmado, virulento, implacável, tirânico, malevolente, atroz, desgraçado, bárbaro, amargo, brutal, insensível, maligno, estúpido, imoral, ruim, feroz, difícil, implacável, rancoroso, pernicioso, desumano, monstruoso, impiedoso, inexorável. E meu preferido - babaca."

Não posso deixar de falar do Will. Ele beira a perfeição, sem ter aquele perfil bad boy que estamos acostumados a encontrar em quase todos os livros! Ele é responsável e maduro, cuida do irmão mais novo como um pai, é lindo e... FAZ POESIA! Tudo bem, que ele acaba sendo um pouco chato quando ele fica evitando Lake a todo custo e se mantêm firme e forte em se afastar, mesmo não tendo mais o tal impedimento. E o pior de tudo, é que ele sempre está certo. Ok, ele é irritante, mas é perfeito!

Mas se engana quem pensa que o livro é só sobre romance complicado. Ele fala sobre perdas, sobre responsabilidades e sobre como lidamos com as tragédias da vida. E foi nesse ponto que o livro realmente me conquistou. Através da história dos dois personagens, e da reviravolta que acontece com a família de Lake no meio do livro, o foco sai do romance e cai sobre outras questões, como lidar com a morte e como fazer a vida valer a pena, mesmo quando ela parece tão injusta.

"Não levem a vida tão a sério. Deem um murro bem na cara dela quando ela estiver precisando de uma boa surra. Riam dela. E riam muito. Nunca passem um dia sem rir pelo menos uma vez. Nunca julguem os outros. Vocês dois sabem muito bem como acontecimentos inesperados podem mudar a pessoa que é. Sempre pensem nisso. Nunca se sabe o que a pessoa está passando em sua vida. Questionem tudo. Seu amor, sua religião, suas paixões. Se não questionarem, nunca vão obter respostas."


Enfim, eu gostei do livro, é possível ler ele em um dia ou dois tranquilamente. E por ser diferente dos outros NAs que encontramos por aí, sem encher as páginas com sexos e dilemas voltados exclusivamente ao relacionamento dos protagonistas, Métrica é uma história sobre amor, circunstâncias, perdas e aceitação que merece ser lida. Eu dou 4 estrelas facilmente para ele.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Silêncio – Hush Hush, por Becca Fitzpatrick [RESENHA]

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Autora: Becca Fitzpatrick
Série: Hush Hush
Volume: 3
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 304
ISBN: 978-85-8057-131-8

Sinopse: No terceiro livro da série Hush, Hush, após o choque de acordar em um cemitério e descobrir que ficou desaparecida por semanas, Nora Grey não se lembra de nada que aconteceu nos últimos cinco meses, justamente a época em que o anjo caído Patch entrou em sua vida. Para piorar sua situação, a jovem passa a ter conturbadas visões e é constantemente assombrada pela cor preta.
Ao tentar descobrir o que aconteceu consigo durante esse período, pessoas perigosas, com poderes sobrenaturais, cruzam seu caminho. Nora não sabe mais em quem pode confiar, mas um estranho desconhecido, que mexeu bastante com ela, parece ter a chave para solucionar o mistério que a cerca.

No final do ano eu estabeleci algumas metas de leitura para cumprir em 2014, entre elas está a conclusão de algumas séries que comecei e por qualquer motivo interrompi. E eu comecei por Hush Hush, escrita por Bacca Fitzpatrick. Como eu já li os dois primeiros volumes (confira as resenhas aqui e aqui), desta vez o embarquei nas páginas de Silêncio.

Cuidado, pode haver spoilers dos primeiros livros

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Fallen, por Lauren Kate [RESENHA]

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Autora: Lauren Kate
Editora: Galera Record
Série: Fallen 
Volume: 1
Ano: 2010
Gênero: Ficção estrangeira
Páginas: 406
ISBN: 9788501089625


Sinopse: Algo parece estranhamente familiar em relação a Daniel Grigori. Solitário e enigmático, ele chama a atenção de Luce logo no seu primeiro dia de aula no internato. A mudança de escola foi difícil para a jovem, mas encontrar Daniel parece aliviar o peso das sombras que atormentam seu passado: um incêndio misterioso levou Luce até ali. Irremediavelmente atraída por Daniel, ela quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto esconder... mesmo que isso a aproxime da morte.


Hoje eu vou começar a resenhar os livros de uma série que significa muito para mim, pois me introduziu de vez no vício da leitura: Fallen. Eu li o primeiro livro que intitula a série no começo de 2012 e foi amor imediato. Na verdade, eu já tinha posto o meu olho sobre ele desde a época do seu lançamento. Aquela capa era meu sonho de consumo e eu era louca para saber que história sombria ela escondia. Com a chegada da minha “fase dark” não demorou para que eu me rendesse a ele. Não me arrependo. Fallen me fez querer devorar essa e outras histórias de amor e aventura, torando-me a viciada que eu sou hoje. Mas deixa de sentimentalismo e vamos a resenha.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Trilogia Divergente - Insurgente , de Veronica Roth

5 comentários:
Bom dia Leitores!
Ufa, finalmente eu voltei com alguma resenha. E não é por falta de leitura não, porque já estou no quarto livro desse ano, mas por falta de tempo mesmo. Mas nada melhor do que começar com esse livro maravilhoso que li essa semana. Vamos lá?!





Autor: Veronica Roth
Serie: Divergente
Editora: Rocco Jovens Leitores
Tradução: Lucas Peterson
Páginas: 512
ISBN: 978-85-7980-155-6 Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a aguardada continuação da bem-sucedida série de distopia que conquistou os fãs de Jogos Vorazes e alcançou o primeiro lugar na disputada lista dos mais vendidos do The New York Times, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.


Insurgente é a continuação da trilogia distópica escrita por Veronica Roth, iniciada com Divergente. Neste livro, Tris precisa lidar com seus medos e traumas gerados principalmente pelos acontecimentos do livro anterior, os muitos conflitos com seu namorado Tobias, a culpa pela morte de um de seus melhores amigos e a busca por desvendar os planos de Jeanine e os membros da Erudição que continuam caçando os Divergentes.
"A tristeza não é tão pesada quanto a culpa, mas rouba mais de nós."

Bem, não é segredo que essa trilogia é uma das minhas preferidas. E do mesmo modo como devorei Divergente em dois dias, eu fiz isso com este livro. Havia momentos que eu simplesmente não conseguia largar o livro por mais tarde que fosse, ou até mesmo quando tinha que fazer algum trabalho escolar importante (sim, já voltei a luta diária de estudos). A Veronica continua com uma escrita impecável, sem perder o foco da história e com uma narrativa em primeira pessoa que não a torna cansativa. A falta de profundidade no romance é bem balanceada com todos os conflitos internos pelos quais a personagem está passando e as dosagens de ação bem intercaladas no livro são de bem escritas, tornando o ritmo da leitura rápido e envolvente. E ela continua tão impiedosa quanto primeiro livro. Em cada cena de ação ou movimento do livro ocorreu pelo menos uma morte.

"Como um animal selvagem, a verdade é preciosa demais para ser mantida aprisionada." pag. 09

O enredo é bom, mas eu acho que a autora pesou um pouco a mão nas brigas constantes entre o casal protagonista. Isso me chateou em muitos momentos, pois eu amo eles juntos, e toda vez que o Tobias vinha com uma reclamação diferente sobre a Tris, eu ficava com raiva e com o coração apertado. Essas brigas, no entanto não acontecem totalmente gratuitas, e na sua maioria porque ambos sofrem um afastamento devido os segredos que escondem um do outro e as discordâncias quanto ao modo de reagir aos atos de Jeanine. Muito gente pode discordar de mim no que vou afirmar, mas eu fiquei muito furiosa com Tobias e totalmente do lado da Tris nas suas atitudes. Ela pode ter parecido imprudente em muitos momentos, mas em nenhum deles ela estava errada, como aconteceu o livro praticamente inteiro com ele, que além de ser teimoso, não dava ouvidos ao que ela tentava adverti-lo, tendo muitas vezes que agir sozinha para evitar que as escolhas dele não acabassem estragando tudo. Gosto da teimosia dela, da atitude e do lado completamente humano dela. Ao contrário de muitos personagens, ela é sim muito corajosa. Minha opinião. Mas mesmo com tantas brigas, houve alguns momentos fofos com eles.

"- Você ficaria bem. - não olho para ele. Encaro sua camiseta por entre meus dedos e a tinta preta na curva de seu pescoço, mas não olho para seu rosto. - A princípio, não. Mas você seguiria em frente e faria o que precisa ser feito. Ele envolve minha cintura com um dos braços e me puxa para perto. - Isso é uma mentira - diz ele, antes de me beijar novamente." pag. 306

Mas saindo da parte do romance, o que também me chamou  atenção é como a Veronica consegue transmitir para o leitor de maneira sucinta e clara, que numa revolta, os dois lados cometem erros a atrocidades que momentos antes discordava, usando da mesma moeda suja para tentar instalar a ordem sejam elas por boas intenções ou por senso de justiça. Levando você a refletir o quanto num conflito social, não existem bonzinhos ou maus, apenas humanos lutando pelos seus ideais e sobrevivência.

"Mas se lembre de que, às vezes, as pessoas que você oprime tornam-se mais poderosas do que você gostaria." pag. 502
Surgiram muitos personagens novos, outros presentes em Divergente voltaram e muitos me arrancaram sorrisos e lágrimas na hora de suas mortes, todas muito bem encaixadas. Outros me surpreenderam completamente com suas reviravoltas. Máscaras caindo e revelando pessoas boas que não são boas assim e gente com pinta de mal tomando uma atitude heroica e salvando a vida de quem tanto odeia. Sim, eu fiquei super feliz com essa última, espero que esse personagem não mude de lado novo. Alguns me irritaram e me decepcionaram muito (tsc Tobias tsc Tori tsc).

"Solto uma risada sem alegria, uma risada louca. Saboreio sua expressão irada e o ódio em seus olhos. Ela era como uma máquina, fria e sem emoção, movida unicamente pela lógica. E eu a quebrei." pag. 368

Por mais que Divergente tenha terminado com um gostinho de quero mais, não se compara ao final de Insurgente, que acabou de repente no meio de uma revelação que não dá para saber se é boa ou ruim, numa situação que parentava ser bem perigosa, me deixando muito ansiosa por Convergente. J

"Descobri que as pessoas são compostas de camadas e mais camadas de segredos. Você pode achar que as conhece, que as entende, mas seus motivos estão sempre ocultos, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá de verdade, mas às vezes decide confiar nelas." pag. 498

Enfim, Insurgente é um ótimo livro, e não deixa muito o que desejar. E que venha março para eu pôr as mão no desfecho dessa trilogia que eu amo tanto.

domingo, 8 de dezembro de 2013

A Esperança – Trilogia Jogos Vorazes, de Suzanne Collins [Resenha]

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Autor: Suzanne Collins
Série: Jogos Vorazes
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 424
ISBN: 978-85-7980-086-3

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?


Hoje eu trago para vocês a resenha de A Esperança, livro que encerra a trilogia distopica mais badalada dos últimos tempos escrita pela americana Suzanne Collins.

Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores (Jogos Vorazes e Em Chamas)

Neste livro Katniss passa por um mal bocado. Depois de descobrir que o seu querido distrito 12 foi bombardeado e reduzido ao pó, ela tem que lidar com a pressão de ser o tordo, símbolo da revolta, que o distrito 13 – até então tido como extinto, mas que voltou para derrotar a Capital – precisa apresentar para os rebeldes. Abalada física e psicologicamente depois de passar por duas edições dos Jogos Vorazes e com a preocupação por Peeta, que está sob o domínio da Capital sendo torturado, ela acaba ficando mais confusa e arredia... Afinal, será que ela deve confiar na Presidente do Distrito 13, Coin? E até mesmo Gale parece não ser a melhor em quem ela pode depositar a sua confiança, já que ele está cada vez mais envolvido na guerra e na elaboração de estratégia para vencê-la.

Depois do final surpreendente de Em Chamas, era de se esperar que este fosse acompanhar o mesmo fogo do seu antecessor, ate mesmo por causa da revolução e do desaparecimento de Peeta, mas infelizmente eu me decepcionei um pouco. Não me julguem pelo que vou dizer, mas me pareceu que o livro foi escrito às pressas, prejudicando o aperfeiçoamento de alguns detalhes e o prazer da leitura. Não sei se é porque essa foi a primeira distopia que eu finalizo, mas eu achei certas coisas um pouco confusas e outras pouco explicadas. Principalmente sobre a situação final de Panem.

Entre os personagens, tenho que dizer que se nos outros livros eu já não simpatizava muito com Gale, nesse livro eu basicamente o odiei do começo ao fim. Eu preferia que ele tivesse morrido, para ver se ele tinha algum sentido, além de ser o grande amor da vida melhor amigo da Katniss e um garoto rebelde e até mesmo cruel. Nisso, eu continuei torcendo muito por Peeta, que me deixou morrendo de pena. Achei que a autora foi bem cruel com ele deixando-o louco em boa parte do livro, mas não discuto as suas razões por ter feito isso. Quanto a Katniss, minhas opiniões pouco mudaram sobre ela, a não ser o fato de que ela ficou mais intragável em alguns aspectos. Mas de certa forma é compreensível tanta chatice, afinal, ela esta transtornada e sob muita pressão. Ainda assim, achei que isso descaracterizou muito a figura de garota de personalidade forte e corajosa. Ela me pareceu muito submissa aos jogos Presidente Coin, embora ainda tivesse aquela teimosia que se registrou como a sua marca pessoal. 

Uma coisa boa do livro, é que de certa forma ela desenvolveu a revolução, em sua maioria, de maneira adequada. Mostrando o quanto guerras são desumanas e muitas vezes sem razão. O que não gostei aqui, foi que no final, quando eu pensei que a Katniss teria algum papel efetivo e ativo na tomada da Capital, isso foi roubado do leitor. Sinto muito pelo que vou dizer, mas o que aconteceu ali foi uma merda porcaria. E a solução dos conflitos dela com o 13 também poderiam ter sido mais bem elaborados e tratados no livro. Faltou aprofundamento no final. Afinal, como ficou Panem após a Revolução? Quanto ao desfecho do romance da história, bem teve acertos, porém mais uma vez os erros se sobressaíram. Eu tive a impressão de que ela resolveu o problema do triângulo de uma forma contraditória às atitudes da própria Katniss (me pareceu que ela escolheu aquele que ficou com ela, mas não necessariamente quem ela queria), mesmo que tenha sido o final que eu tanto torci. O lado bom foi que ela pelo menos ela não parou a história no “Eu te amo” e “Vamos viver felizes para sempre”. Ela foi um pouco além, mesmo que tenha sido pelas beiradas, ela relatou o que veio depois.

O que eu posso acrescentar para não me estender mais nesse texto, é que em comparação com os outros livros, A Esperança é o mais diferente, e também o menos trabalhado. Para o que foi visto nos outros dois, eu esperava bem mais deste e saí decepcionada. Mesmo assim eu aconselho que leiam por dois motivos, existem reflexões que ele aborda nas entrelinhas e que faz o leitor pensar depois de um tempo, e isopor si só já é suficiente. O outro motivo é que não vai ser total perda de tempo saber o desfecho para pelo menos gostar ou desgostar.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cidade das Almas Perdidas - Instrumentos Mortais, de Cassandra Clary [RESENHA]

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Autora: Cassandra Clare
Série: Os Instrumentos Mortais
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Ano: 2013
ISBN: 9788501403285



Sinopse: Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia do demônio Lilith ligou Jace ao perverso Sebastian, e que Jace tornou-se um servo do mal. A Clave decide destruir Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matar um sem destruir o outro. Mas Clary e seus amigos irão tentar mesmo assim. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar Jace, mas ela pode ainda confiar nele? Ou ele está realmente perdido?

Já faz um tempo que eu li esse livro, mas só agora eu tive a oportunidade de digitar essa resenha. Não é segredo pra ninguém que eu amo a saga Os Instrumentos Mortais e não foi diferente com esse livro. Mas teve coisinhas que eu não gostei, nada muito relevante. 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Carnaval, de Luiza Trigo [RESENHA]

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Autor: Luiza Trigo
Editora: Rocco Jovens Talentos
ISBN: 978-85-7980-105-1
Páginas:152

Sinopse: Gabi decide passar o carnaval com as primas no Recife: praias, música, amigos, sol, diversão... A receita ideal para Gabriela curar a dor de cotovelo depois de ver o ex-namorado beijando uma garota. Para falar a verdade, ela nem gostava mais dele, e era capaz de enumerar seus defeitos sem pestanejar; mas vê-lo assim aos beijos mexeu com o coração da menina. Decidida a esquecer o ex de uma vez, Gabi faz as malas e deixa o Rio para uma semana de muita curtição no Nordeste. Ela só não contava com a possibilidade de se apaixonar de verdade em pleno Carnaval! Carnaval conta a história de Gabi, Felipe, Pedro, Juju e Bel, e de um Carnaval inesquecível emoldurado pelas belezas de Pernambuco. Em meio a festas animadas, shows, esticadas até Porto de Galinhas e deliciosos mergulhos e banhos de piscina, Gabi acaba se envolvendo com Pedro, um garoto superfofo e gente boa. Mas quem vai mexer de verdade com o coração da menina é Felipe, pena que ele não esteja solteiro... Apesar das confusões à vista, a química entre Gabi e Felipe é mais forte, e os dois vivem um intenso amor de carnaval. Mas será que esse amor tem chances de sobreviver ao tempo e à distância, quando a quarta-feira de cinzas chegar, e com ela os últimos dias da viagem de Gabi? Carnaval é um romance juvenil com o qual qualquer adolescente vai se identificar.

Eu li  e resenhei esse livro no início do ano, depois que ganhei ele numa promoção no twitter (a única vez que eu tive alguma sorte pra essas coisas rsrsrs), e agora eu resolvi postar essa resenha para falar desse livro, pequeno, mas perfeito!

sábado, 23 de novembro de 2013

A Menina Que Roubava Livros, Markus Zusak

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Autor: Markus Zusak
Ano: 2007
Editora: Intrínseca
Páginas: 480
ISBN: 978-85-98078-17-5
Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.

Para começar, eu terminei de ler esse livro semana passada depois de passar longos dois meses enrolando essa leitura (foi o livro que mais demorei a terminar) e até agora eu não sei porque, visto que a história é fantástica e emocionante. E sim, eu devo ser uma das únicas atrasadas que ainda não tinha feito isso.

Confesso que não sei como escrever essa resenha, se sigo um caminho mais técnico ou um mais emocional. Porque das duas maneiras o livro me tocou, principalmente na última. Mas vou tentar fazer meu melhor.